A avenida Paulista, em São Paulo (SP), um dos principais centros financeiros do país, foi palco de um ato político em memória dos 30 dias do crime ambiental da Vale, em Brumadinho (MG), nesta segunda-feira (25). Na ocasião, foram mais de 13 milhões de metros cúbicos de rejeitos tóxicos de mineração, que causaram 174 mortes – outras 130 pessoas estão desaparecidas.

:: Acompanhe as repercussões do crime socioambiental de Brumadinho (MG) ::

Às 12h28, momento exato do rompimento, militantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) lançaram garrafas de lama em frente à sede do banco Bradesco e tocaram uma sirene. Os manifestantes carregavam 30 cruzes.

“O ato foi simbólico, com o toque da sirene, que não tocou no dia do rompimento. E é uma denúncia, porque o Bradesco é um dos acionistas, tem 7% das ações, e faz parte do conselho administrativo. Ou seja, o Bradesco é um dos responsáveis pelo acontecimento que matou centenas de pessoas e contaminou toda a bacia do rio Paraopeba”, analisa Diego Ortiz, da coordenação do MAB em São Paulo.

A assessoria de comunicação do Bradesco informou à reportagem do Brasil de Fato que não comentará as declarações feitas pelos manifestantes nesta segunda-feira.

Dossiê

O MAB publicou nesta segunda-feira (25) um dossiê de 28 páginas com o título “O Lucro Não Vale a Vida”. O material contém uma análise detalhada das causas e impactos do rompimento da barragem.

A partir das 18 horas, acontece uma audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para discutir a situação das barragens no estado. Participarão representantes de movimentos populares de várias regiões, que exigem planos de segurança e reparação em caso de rompimentos e uma política estadual para os atingidos por barragens.

“Atingidos não são só aqueles que perdem suas terras e suas vidas, como também todos aqueles que de alguma maneira foram afetados pela construção e operação das barragens”, reforça Ortiz.

Em São Paulo, as barragens têm alto potencial de risco, segundo o MAB, e a maioria não tem nenhum tipo de fiscalização governamental – os laudos de segurança emitidos pelas próprias empresas.

De acordo com o MAB, as hidrelétricas de Salto Grande, em Americana (SP), e a de Pirapora do Bom Jesus, no rio Tietê, são as mais preocupantes. Também há barragens de rejeitos com alto potencial de dano e alto índice de contaminação na cidade de Cajati (SP), no Vale do Ribeira, e em Alumínio, e no bairro de Perus, na zona noroeste da capital. 

Edição: Daniel Giovanaz

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