Joaquim Levy, presidente do BNDES, sugeriu o uso de gás natural como combustível de caminhões, em substituição ao diesel. Falou também que o país precisa pensar em trem de alta velocidade ligando São Paulo a Campinas, ressuscitando um projeto do governo Dilma Rousseff (PT), de quem foi ministro.

A sugestão de uso do gás como combustível de caminhões foi feita menos de uma semana depois de o presidente Jair Bolsonaro (PSL) obrigar a Petrobras a revogar um aumento de mais de 5% no preço do diesel, colocando em xeque a independência da estatal.

“O gás também pode ser usado como alternativa de combustíveis para caminhões”, disse a empresários em São Paulo, acrescentando que a China já usa o combustível no transporte de cargas.

Levy defendeu o fim do monopólio da distribuição de gás, majoritariamente sob controle dos estados.

“Se conseguirmos abrir esse mercado, temos inúmeras oportunidades”, afirmou, defendendo mudança em legislação no Congresso.

O presidente do banco de desenvolvimento afirmou ainda que usar em termelétricas é menos eficiente que em outras indústrias, como fertilizantes e no setor químico.​

Levy citou ainda as dificuldades de deslocamento entre os grandes aeroportos de São Paulo e o centro da cidade, afirmando que o país precisa investir em obras de infraestrutura. Disse que o momento econômico é propício, citando estabilidade econômica e os juros baixos.

“Dá para a gente pensar em projetos com mais de ambição, que em outros países seriam naturais”, afirmou, citando uma ligação ferroviária de alta velocidade entro o Centro de São Paulo e o aeroporto de Viracopos, em Campinas.

Esse era um projeto do governo Dilma.

Ele criticou ainda a ausência de um trem direto entre Guarulhos e São Paulo.

A ligação que existe hoje opera em horários limitados ou com paradas e trocas de linhas até o centro da cidade.

Levy foi questionado sobre as revisões para baixo nas perspectivas de crescimento da economia.

Respondeu que é preciso trabalhar hoje para garantir o crescimento econômico.

Disse que entende que a incerteza faz empresários adiarem decisões de investimento.

“Vocês podem dar aquele passo por conta, porque eu tenho convicção com a aprovação da reforma da Previdência”, afirmou.

Para ele, existem ruídos pela mudança política, com o uso de redes sociais para a comunicação. “Há um aprendizado, mas eu vejo que as pessoas querem chegar a um acordo”, disse.

Levy falou a empresários no almoço Lide, em São Paulo.

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