Para representar o fim da batalha contra o câncer, a pequena Júlia Abrame, de Tatuí (SP), fez questão de tocar o sino da cura e celebrar sua recuperação junto com os pais. A menina ficou conhecida por ter motivado uma fila gigante para a doação de medula óssea, em 2018, no interior paulista.

Segundo Adriana Abrame, mãe de Júlia, a família acompanhou a menina em uma consulta de rotina no Grupo de Pesquisa e Assistência ao Câncer Infantil de Sorocaba e ela questionou aos médicos sobre o motivo de ainda não ter tocado o sino.

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“Há dois anos e meio a Júlia não precisa tomar remédios ou fazer tratamento, mas ainda faz consultas de rotina. Ela viu na internet alguém tocando o sino que representa a cura do câncer e perguntou por que ainda não tinha tocado”, conta Adriana ao G1.

“Ela já poderia ter feito isso antes, mas não tínhamos nos dado conta disso. Os médicos autorizaram, ela conversou com a psicóloga e tocou o sininho na quinta-feira passada. Ela ficou muito emocionada e, por mais que seja algo simples, para ela e para nós foi um momento muito importante.”

Nas redes sociais, a mãe da menina compartilhou o momento em um post.

2 anos e meio após o transplante, fora de tratamento, completamente recuperada, minha princesa guerreira finalmente…

Posted by Adriana Abrame on Sunday, October 4, 2020

“Foram 5 anos de tratamento com muitos remédios, quimioterapia, radioterapia e inevitavelmente o transplante.Mas tivemos uma mão forte e poderosa nos sustentando em meio a tantas dificuldades, foram muitos os livramentos. É incrível o agir de Deus quando descansamos nele”, escreveu a mãe.

Adriana explica que, apesar de Júlia tocar o sino e estar há anos sem medicamentos, a alta do paciente com câncer ocorre após cinco anos sem nenhum tratamento.

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“Tudo o que temos vivido é sempre motivo de imensa gratidão. Tivemos uma nova chance. A Ju ganhou outra vida. Eu ganhei de novo a oportunidade de ter minha filha. Que a história da Ju inspire muitos que passam por isso e dê força a eles pra acreditarem que é possível.”

Luta contra o câncer

Júlia Abrame comemora sucesso de transplante de medula óssea — Foto: Adriana Abrame/Arquivo Pessoal/Arquivo

Júlia Abrame comemora sucesso de transplante de medula óssea — Foto: Adriana Abrame/Arquivo Pessoal/Arquivo

Júlia foi diagnosticada com leucemia quando tinha 1 ano e, em outubro de 2017, motivou uma fila gigante para doação de medula óssea. Foram quase 2 mil pessoas que participaram da ação.

No entanto, um doador compatível não foi encontrado e o organismo da menina não suportava mais quimioterapia.

Os médicos, então, sugeriram que Júlia fosse submetida ao transplante de medula haploidêntico, que é feito com alguém 50% compatível. No caso, o doador foi o pai Antônio Sérgio de Oliveira, em março de 2018.

A menina se recuperou da doença e, no dia 1º de abril de 2019, ela comemorou mais uma conquista depois do tratamento: voltou para a escola e foi recebida com muito carinho pelos colegas e professores.

Logo na entrada da Escola Municipal Eugênio Santos, ela foi recebida por abraços dos colegas e até com cartazes de boas-vindas na porta da sala de aula, além de uma festinha com direito a bolo para comemorar o retorno da menina.

Em 2019, Júlia também comemorou o aniversário ao lado de amigos e parentes e realizou o desejo de nadar em uma piscina. A festa representou para a família um recomeço. “Participar de tudo isso foi um presente para a família toda”, afirmou Adriana, mãe de Júlia.

Com informações do G1.

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