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Clubhouse: a nova rede social que promete mudar a indústria da comunicação

É bem provável que você ouvido falar nos últimos dias de uma nova rede social um tanto quanto que curiosa, já que ao invés de conteúdos visuais como estamos acostumados, ela é inteiramente composta por áudios.

O Clubhouse vai contra tudo o que a maioria das pessoas sempre falou, é basicamente um aplicativo de áudios e que por enquanto só pode ser acessado por aqueles que possuem um convite.

Por ser baseada apenas em áudios, a interação dentro do Clubhouse é como quando ouvimos um podcast ao vivo, ou uma ligação telefônica. Apesar de estar em alta somente agora, a plataforma foi criada ano passado pelo empresário Paul Davison em parceria com o ex-funcionário do Google Rohan Seth.

Como funciona?

O Clubhouse se descreve como “um novo tipo de produto social baseado na voz que permite que pessoas em todos os lugares falem, contem histórias, desenvolvam ideias, aprofundem amizades e conheçam novas pessoas interessantes ao redor do mundo“.

O aplicativo possui um layout simples, com uma página inicial que lista as discussões que estão acontecendo no momento, assim como os chats agendados. O usuário pode entrar e sair de diferentes chats, que se assemelham a um podcast ao vivo.

A sala de conversa é bem parecida uma videoconferência, onde existem algumas pessoas falando e a maioria ouvindo. Quando a conversa termina, a sala é fechada.

Ao contrário da Twitch, por exemplo, onde os vídeos transmitidos ao vivo ficam na plataforma para as pessoas assistirem quando quiserem, no Clubhouse as conversas não ficam disponíveis depois. Essa é, inclusive, sua regra principal: não há gravação das conversas nem a possibilidade de salvá-las.

O algoritmo da plataforma utiliza tanto a lista de contatos do usuário, quanto das interações de quem o indivíduo escolhe seguir. Assim, as salas sugeridas acabam sendo com base em informações como área de trabalho, interesse e amigos.

Quem pode usar?

Até o momento, o Clubhouse permite apenas que pessoas que receberam um convite de outros usuários ingressem na plataforma. Porém, se você é usuário do iPhone é possível pode baixar o aplicativo e reservar um nome de usuário, mesmo sem convite. Com isso, a pessoa entra numa espécie de lista de espera para ser aprovado e conseguir usar o aplicativo.

Essa dinâmica, no entanto, deve mudar em breve. O aplicativo já afirmou em comunicado que planeja expandir para o público geral, mas que ainda não fez isso porque quer construir a comunidade lentamente, e também porque ainda precisa preparar recursos que ajudarão a plataforma a lidar com um número maior de pessoas.

Por que é tão interessante?

O Clubhouse parece apostar em uma ideia de conexão, exclusividade e informalidade. E o que tem feito o aplicativo crescer é a utilização da rede social como mais uma ferramenta para aumentar o networking.

Cheio de celebridades, a plataforma também permite que o usuário tenha a chance de ouvir e, quem sabe, até mesmo participar de conversas simples com pessoas famosas.

Esse combo de exclusividade e informalidade tem resultado conteúdos interessantes, como o programa “The Good Time Show”, que tem atraído executivos como Elon Musk e Mark Zuckerberg para as conversas. O programa é dirigido por Aarthi Ramamurthy, que é funcionária do Facebook, e seu marido, Sriram Krishnan, que já trabalhou para Facebook, Twitter e Snap, e chamou a atenção do público quando trouxe Musk entrevistando o CEO da Robinhood, Vladimir Tenev, sobre toda a polêmica comercial com empresas como a GameStop.

A entrevista de Musk com Tenev bateu o limite máximo de espectadores no chat, 5 mil pessoas, a ainda contou com transmissões “clandestinas” da conversa noYouTube.

Popularidade no Brasil

De acordo com um levantamento realizado pela Conversion, agência especialista em Search Engine Optimization (SEO), as buscas pelo Clubhouse por usuários brasileiros cresceram 100 vezes em comparação aos últimos 6 meses.

No último final de semana, as buscas pelo Clubhouse ultrapassaram inclusive as do TikTok.

“O Clubhouse é o maior fenômeno dos últimos tempos e atraiu usuários pela sua estratégia de começar pelos perfis mais influentes da Internet e gerar escassez, já que só é possível entrar através de convites e o aplicativo só está disponível para iPhones“, comentou Diego Ivo, fundador e CEO da Conversion.

É claro que nem tudo é perfeito e assim como qualquer outra rede social o Clubhouse também enfrenta problemas em relação à moderação de conteúdo, ou falta de moderação na verdade.

Segundo o New York Times, a plataforma já recebeu inúmeras reclamações de que não protege os usuários de práticas abusivas dentro dos chats por falta de moderação dos conteúdos. Além disso, embora a plataforma não permita que as conversas sejam salvas, isso não impede que os usuários gravem a conversa ao vivo, como aconteceu exatamente com a entrevista de Elon Musk que ganhou streaming ao vivo no YouTube.

Outro ponto interessante é que as marcas podem usar as salas para prestar serviços ou entreter o seu público alvo como, por exemplo, para atendimento ao consumidor, em que técnicos e usuários colaboram nas dúvidas das pessoas em tempo real, aulas de culinárias patrocinadas e painéis de empresas com seus executivos sobre negócios e sustentabilidade.

Ainda é muito cedo para dizer qualquer coisa sobre o Clubhouse e, embora sua proposta seja diferente das principais redes sociais que utilizamos hoje, é difícil saber se o modelo conseguirá sustentar o interesse do público a longo prazo.

Fonte/Créditos: B9.

Com informações de Publicitários Criativos

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