Um caso inacreditável foi registrado em vídeo e caiu nas redes sociais: uma professora foi atacada na saída da escola em que ela trabalha, na rede estadual de ensino na cidade de Franciscópolis, interior de Minas Gerais. A agressora era a mãe de uma aluna que alegou que a educadora maltratou a filha dela.

Na última terça-feira (1º), a mãe da estudante teria ido ao colégio para conversar com a direção da instituição e reclamar que a filha era alvo de “maus tratos” por parte da professora. O colégio tomou providências e investigou o caso, conversando com outros alunos. A conclusão foi que o desentendimento nunca aconteceu e a história foi negada pelos jovens.

Ao receber a notícia, a mãe ficou inconformada e, como é possível ver nas imagens que viralizaram, decidiu agir por conta própria na manhã de quarta-feira (2). Já no início do vídeo, é possível ver a mulher empurrando a professora, que está de capacete e mochila tentando subir em sua moto para ir embora.

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“Para, moça”, a vítima repete diversas vezes. “Você não é mulher, não?”, pergunta a mãe, antes de começar a bater e puxar o cabelo da professora, que cai no chão e recebe socos e chutes.

A filha se aproxima e pede que a mãe interrompa as agressões, mas a mulher não dá ouvidos. Ela volta a derrubar a professora no chão e a xinga de “vagabunda”. “Por que você maltratou a minha filha na escola, demônio?”, pergunta.

A professora tenta se esquivar por diversas vezes e é perseguida pela agressora. Em certo momento, a mãe chega a arrancá-la de cima de sua moto, derrubando-a novamente no chão. Durante toda a agressão, a educadora reagiu com calma e não respondeu aos estímulos violentos.

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O Sind-UTE, órgão sindical que representa a rede onde a professora trabalha, emitiu nota de repúdio e vai registrar a queixa-crime na polícia contra a agressora. Eles argumentam que a mulher agiu de má-fé, por ter planejado a ação violenta.

“[Foi um] ataque que não havia cabimento nenhum de ser feito dessa forma. Se ela estava insatisfeita com a servidora, os amparos legais existem. Existe o Conselho Tutelar, existe o Ministério Público. Não é fazendo como essa mulher fez que nós vamos conseguir melhorar a educação nesse país”, disse Eric Bomfim Fontoura, coordenador da entidade na região.

Em nota, a Secretaria de Educação de Minas Gerais informou: “A Polícia Militar registrou boletim de ocorrência e o caso está sendo apurado pelos órgãos competentes”.

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