O presidente Jair Bolsonaaro durante entrevista na tarde de Sabado. Foto: Valter Campanato/Agencia Brasil

O presidente Jair Bolsonaaro durante entrevista na tarde de Sabado. Foto: Valter Campanato/Agencia Brasil

Mesmo flagrado na sexta-feira (19) por microfones ligados quando falava com o ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni na sexta-feira sobre os “governadores de Paraíba”, o presidente Jair Bolsonaro voltou a afirmar via Twitter que não teria feito nenhuma ofensa aos nordestinos. “‘Daqueles Governadores… o pior é o do Maranhão”. Foi o que falei reservadamente para um ministro. NENHUMA crítica ao povo nordestino, meus irmãos”, escreveu neste domingo (21).

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O presidente não fez nenhuma menção ao uso de Paraíba como sinônimo de Nordeste, termo usado de forma pejorativa principalmente pelos cariocas. A afirmação na sexta-feira motivou os governadores nordestinos a publicar uma carta aberta exigindo um tratamento justo por parte do governo federal.

No sábado (20), Bolsonaro criticou a imprensa por fazer “uma festa” com um episódio de três segundos. Mas voltou a criticar os governadores da região dizendo que são unidos e tentam, o tempo todo, manipular os eleitores. O alvo maior do presidente, no entanto, seriam os governadores do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), e da Paraíba, João Azevêdo (PSB).

Os dois seriam “intragáveis”, disse o presidente a jornalistas na frente do Palácio da Alvorada, na tarde de sábado. “Vivem esculhambando obras federais, que dizem que são deles, [mas] não são deles, são do povo”.

Em seus pouco mais de 200 dias de governo, Jair Bolsonaro só visitou uma vez o Nordeste, com rápida passagem por Recife e Petrolina no dia 24 de maio. Na capital pernambucana, teve contato com os mandatários nordestinos em reunião da Sudene.

Na próxima terça-feira (23), o presidente volta à região, desta vez para inaugurar um aeroporto em Vitória da Conquista. “Parte do recurso é federal, parte é estadual, mas o dinheiro é do povo, não é meu e nem do governador Rui Costa”, disse Bolsonaro em referência ao governante petista, que tratou a obra como uma conquista estadual.

General “melancia”

No mesma mesma postagem do Twitter em que tentava negar que usou o termo “Paraíba” para designar o Nordeste, o presidente criticou o general da reserva Luiz Rocha Paiva, que classificou os comentários do presidente na sexta como “antipatrióticos”. “Sem querer descobrimos um melancia, defensor da Guerrilha do Araguaia, em pleno século 21”, tuitou.

O termo melancia, na época da ditadura, designava um militante que seria verde por fora, mas vermelho (comunista) por dentro. Enquanto tenta apagar as chamas de uma polêmica com os nodestinos, o presidente atiça a fogueira contra os militares que resolvem lhe criticar em público.

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