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A Prefeitura de Indaiatuba (SP) investiga o óbito de duas crianças no Hospital Augusto de Oliveira Camargo (HAOC). O primeiro foi de um bebê que morreu logo após o parto. Já o segundo é de um menino de 1 ano e três meses que estava com febre, dor no corpo e vômito. As duas famílias citam negligência da unidade médica.

A administração municipal informou que segue o padrão do Ministério da Saúde para óbitos de crianças com menos de um ano de idade. O documento prevê a investigação epidemiológica para óbitos pós-neonatais, neonatais e fetais. Além disso, um Comitê de Mortalidade Infantil “está atuando no esclarecimento dos fatos”. O mesmo protocolo será aplicado à criança de 1 ano e três meses.

A EPTV, afiliada da TV Globo, conversou com as famílias das duas vítimas. A operadora de caixa Gabriela da Silva Georgetto afirmou que entrou em trabalho de parto no dia 13 de maio e, segundo ela, depois de ter muita dor por 10 horas, ela pediu para fazer uma cesária e obteve negação dos médicos. O bebê ficou preso no canal e as enfermeiras não conseguiram impedir o óbito. A mãe registrou um boletim de ocorrência de negligência.

“Ele já estava roxo. Meu marido falava para a médica e ela dizia que não. Depois me viraram e o bebê saiu, mas já não estava respirando. Foi negligência porque passou da hora, elas deveriam ter escutado o que eu queria. Eu queria cesária, deveriam ter feito. Eu sai de lá para sair com meu filho nos braços e saí carregando o caixão dele”, afirmou.

Já a mãe de Miguel, Cristina Cardoso Lopes, contou que o garoto começou a passar mal no dia 11 de maio. Ele foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Indaiatuba algumas vezes, mas tinha alta logo em seguida. Após quatro dias sem diagnóstico, ele passou mal novamente e foi levado ao hospital. O menino chegou a ser internado na UTI, mas não resistiu. A causa da morte foi registrada como “indeterminada”.

“Até agora eu não sei do que o meu filho morreu. Isso é desesperador, a gente precisa saber a causa”, disse Cristina.

O que diz o hospital

Sobre o bebê de 1 ano e três meses, o Hospital Augusto de Oliveira Camargo informou que ele recebeu todos os cuidados na sala de emergência, mas não resistiu e morreu logo após dar entrada. A causa da morte, de acordo com a unidade, ainda é indeterminada.

Em relação ao recém-nascido, o hospital disso que a paciente apresentava todas as condições para um parto normal, mas houve um problema raro que só pode ser diagnosticado durante o trabalho de parto. A família pode pedir uma sindicância que será enviada ao Conselho Regional de Medicina.

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