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Os suspeitos responderão por crimes de corrupção ativa e passiva, falsificação de documento público e lavagem de dinheiro.

Quatro pessoas foram presas e cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos na manhã desta terça-feira (13) na Operação Callichirus, a quinta fase da Operação Sevandija, que investiga fraude em licitações de R$ 203 milhões na Prefeitura de Ribeirão Preto (SP) durante o governo da ex-prefeita Dárcy Vera (sem partido), já condenanda a 18 anos de prisão.

Nesta fase, os mandados são cumpridos em Santa Bárbara D’Oeste (SP), Indaiatuba (SP), Mauá (SP) e São Paulo (SP) pelos agentes da Polícia Federal (PF) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público (MP). Os mandados foram expedidos pela 4ª Vara Criminal de Ribeirão Preto.

Segundo a PF, os presos são suspeitos de pagamento de propina e lavagem de dinheiro desviado do Departamento de Água e Esgotode Ribeirão Preto (Daerp), a partir de contratos fraudados com a Aegea Saneamento S.A., considerada a segunda maior empresa privada do setor de saneamento básico do país.

Em nota, a PF informou que o nome da operação é uma referência aos crustáceos Callichirus, também conhecidos como corruptos, “que cavam buracos, se escondem e são difíceis de serem vistos na superfície”. Os suspeitos responderão por crimes de corrupção ativa e passiva, falsificação de documento público e lavagem de dinheiro.

Operação Callichirus cumpre mandado de busca em Santa Bárbara D'Oeste, SP — Foto: João Carlos Borda/EPTV

Operação Callichirus cumpre mandado de busca em Santa Bárbara D’Oeste, SP — Foto: João Carlos Borda/EPTV

Investigação

Ao ser deflagrada em setembro de 2016, a Operação Sevandija revelou que a Aegea Engenharia agiu em conjunto com o Daerp para fraudar licitação de R$ 68,4 milhões, aberta em 2014 para obras na rede de água de Ribeirão. Com aditivos, o serviço passou a custar R$ 86 milhões.

Consta na denúncia do Gaeco que o esquema em Ribeirão Preto funcionava da seguinte forma: a Aegea recebia o pagamento do Daerp pelo serviço – que nem sempre era executado – e repassava parte do valor outra empresa, com sede em Campo Grande (MS), por meio de contratos fictícios.

Esta empresa, por sua vez, mantinha um contrato com a Vlomar Engenharia Eireli, de Santos (SP), e cujo proprietário é Luiz Alberto Mantilla, na época diretor do Daerp e apontado como operador do pagamento de propina ao então superintendente da autarquia.

Em delação premiada, Mantilla contou que, para viabilizar os pagamentos de propina, a Vlomar firmou acordo para ceder à empresa de Campo Grande uma tecnologia chamada “implantação de cobrança de fator K”, pelo período de seis meses. O serviço, entretanto, nunca aconteceu.

Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (Daerp) — Foto: Alexandre Sá/EPTV/Arquivo

Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (Daerp) — Foto: Alexandre Sá/EPTV/Arquivo

O Gaeco destaca que, apesar de ser uma empresa de limpeza de fossas e tratamento de efluentes, a Vlomar emitiu notas fiscais de grandes valores, “condizentes às medições da Aegea para o Daerp”, o que confirma os indícios da triangulação ilícita para o desvio das verbas públicas.

Mantilla também afirmou em depoimento que os valores depositados na conta da Vlomar eram transferidos para a conta pessoal dele ou sacados, e então entregues em dinheiro ao então superintendente do Daerp Marco Antônio dos Santos, que está preso.

Em 2017, a Justiça bloqueou R$ 18 milhões da Aegea, após auditoria apontar o pagamento de R$ 16 milhões à empresa por serviços não prestados. Segundo o Gaeco, o ex-superintendente do Daerp e o ex-diretor do órgão receberam R$ 1,5 milhão em propina. Com informações do G1.

Imagem principal ilustrativa/reprodução

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