Novo caso eleva estatística de apreensões, que triplicaram no aeroporto

Uma passageira boliviana, de 31 anos, foi presa no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, tentando embarcar para Lisboa, em Portugal, com 4 quilos de cocaína escondidos no fundo falso de uma mala. A droga foi descoberta, na noite da última segunda-feira (2), com auxílio de um dos cães de faro da fiscalização. 

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A mulher foi encaminhada para a Delegacia da Polícia Federal, onde foi autuada por tráfico internacional de drogas. A Lei nº 11.343/2006, relacionada aos crimes que envolvem entorpecentes no Brasil, prevê penas de 8 a 20 anos de reclusão a condenados por tráfico. A pena pode ser aumentada em um sexto ou dois terços em acusações de tráfico internacional. 

Dados mais recentes da Receita Federal indicam que as apreensões de entorpecentes, principalmente cocaína, quase triplicaram em Viracopos de janeiro a outubro deste ano, em comparação com o mesmo período de 2018. Foram 37 apreensões nos dez primeiros meses de 2019, contra 10 ocorridas no mesmo período do ano passado. 

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ROTAS E CÃES 

O aumento significativo no número de apreensões no aeroporto campineiro pode estar relacionado ao fato de que Viracopos passou a operar, em junho do ano passado, com voos para Paris, na França – que estaria entre os principais centros consumidores do continente Europeu. Em setembro deste ano, os voos foram suspensos porque a empresa que o operava pediu falência. 

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No mês passado, no entanto, acentuaram-se apreensões de entorpecentes com passageiros que tentavam embarcar para a capital portuguesa, Lisboa. 

Em Viracopos, há voos diários para as cidades portuguesas de Lisboa ou Porto. Em outubro, entre os dias 4 e 13, foram três casos de acusados de tráfico tentando embarcar para a capital portuguesa. Foram apreendidos 25,2 quilos de cocaína, com prisões de quatro mulheres e dois homens. Viracopos opera ainda com voos internacionais para os EUA e a Argentina. 

Além das possíveis rotas atraentes ao tráfico, as equipes de fiscalização passaram a contar com cães farejadores, o que antes não ocorria. Atualmente, os animais contribuem decisivamente na maioria das apreensões. 

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