Imagem mostra trecho do Rio Tietê em agosto de 2019 e nesta semana — Foto: Daniel Santos/Arquivo pessoalImagem mostra trecho do Rio Tietê em agosto de 2019 e nesta semana — Foto: Daniel Santos/Arquivo pessoal

Imagem mostra trecho do Rio Tietê em agosto de 2019 e nesta semana — Foto: Daniel Santos/Arquivo pessoal

Em seis meses, a paisagem do trecho do Rio Tietê que passa pela cidade de Salto (SP) se transformou. Em um vídeo gravado por um drone, é possível ver como a abertura das comportas pode afetar a vazão e, consequentemente, a paisagem em um dos cartões postais da cidade.

Imagens mostram diferença entre estiagem e cheia do Rio Tietê em Salto

Imagens mostram diferença entre estiagem e cheia do Rio Tietê em Salto

Em um trecho da imagem, gravado em agosto de 2019 pelo morador Daniel Santos, é possível notar que as pedras que compõem a paisagem do Rio Tietê estão completamente visíveis. Além disso, a Praça dos Amores, local turístico que atrai muitos casais, está muito acima do nível do rio.

A vazão do rio em dias normais, segundo a Defesa Civil, é de 250 a 300 metros cúbicos de água por segundo. Com as chuvas que atingiram o estado de São Paulo desde domingo (9), a vazão chegou a 1.250 metros cúbicos por segundo.

O número foi registrado na noite de terça-feira (11), de acordo com a Defesa Civil. Durante o dia, quando a vazão estava em 900 metros cúbicos por segundo, a água invadiu o Memorial do Rio Tietê e também a Praça dos Amores.

Situação do Rio Tietê na manhã de terça-feira (11), em Salto — Foto: Thiago Ariosi/TV TEMSituação do Rio Tietê na manhã de terça-feira (11), em Salto — Foto: Thiago Ariosi/TV TEM

Situação do Rio Tietê na manhã de terça-feira (11), em Salto — Foto: Thiago Ariosi/TV TEM

No segundo trecho do vídeo, é possível ver o ponto turístico quase no mesmo nível da água, que desce em alta velocidade, já cobrindo as pedras. O volume de água aumentou cerca de seis vezes e assustou os moradores da cidade.

Daniel morou em Salto por 30 anos e compartilhou as imagens em seu perfil do Instagram. Segundo ele, a situação presenciada nos últimos dias é completamente inédita.

“Fiquei chocado quando comparei as imagens. Nunca tinha visto algo assim antes. É realmente impressionante”, comenta.

Nesta quarta-feira (12), o nível já baixou três metros. A vazão da água também diminuiu para 300 metros cúbicos por segundo, quase normalizado.

Rio Tietê chegou aos 1.250 metros cúbicos de água por segundo após o temporal em Salto (SP) — Foto: Divulgação/Prefeitura de SaltoRio Tietê chegou aos 1.250 metros cúbicos de água por segundo após o temporal em Salto (SP) — Foto: Divulgação/Prefeitura de Salto

Rio Tietê chegou aos 1.250 metros cúbicos de água por segundo após o temporal em Salto (SP) — Foto: Divulgação/Prefeitura de Salto

Por que tanta água?

O rio passa pela capital e vai em direção ao interior do estado. No caminho, ele passa por três barragens. A primeira delas é a de Santana de Parnaíba, que é a mais antiga e tem a função de escoar a água para evitar enchentes em São Paulo.

A segunda fica em Pirapora do Bom Jesus, e é utilizada para auxiliar na produção de energia elétrica para a cidade.

O trajeto do Rio Tietê pelo interior do estado de São Paulo — Foto: Reprodução/TV TEMO trajeto do Rio Tietê pelo interior do estado de São Paulo — Foto: Reprodução/TV TEM

O trajeto do Rio Tietê pelo interior do estado de São Paulo — Foto: Reprodução/TV TEM

Para gerar a energia, é necessário uma grande queda d’água. É aí que a espuma se forma, por conta da presença de detergentes e outros produtos químicos que são despejados na água.

A próxima barragem pela qual o Tietê passa é a do Rasgão, ainda em Pirapora do Bom Jesus. Lá, a função é represar a água. No entanto, em todas essas barragens, quando há situações de excesso de água – causados pelas grandes chuvas – a orientação é abrir as comportas, por questão de segurança.

Quando isso acontece, a água desce em maior volume e em maior velocidade, passando pelas cidades de Salto, Itu, Porto Feliz, Tietê e mais outras.

Espuma formada por resíduos tóxicos que são despejados no rio Tietê — Foto: José Maria/Arquivo PessoalEspuma formada por resíduos tóxicos que são despejados no rio Tietê — Foto: José Maria/Arquivo Pessoal

Espuma formada por resíduos tóxicos que são despejados no rio Tietê — Foto: José Maria/Arquivo Pessoal

‘Mar de lixo’

Uma situação decorrente da abertura da comportas e que preocupa os moradores da cidade é o acúmulo de lixo. Quando toda a água desce em direção ao interior, todo o lixo acaba descendo junto.

Por causa disso, um “mar de lixo” acabou se formando no Parque da Lavras, que também foi invadido pela água.

Uma imagem enviada à TV TEM mostra a quantidade de garrafas pet, embalagens plásticas e pedaços de isopor que se acumularam no local. Segundo a prefeitura, não há estimativa da quantidade de lixo acumulado. O órgão só poderá retirar a sujeira quando o nível da água baixar.

Lixo arrastado pelo rio Tietê em Salto (SP) — Foto: Divulgação/Prefeitura de SaltoLixo arrastado pelo rio Tietê em Salto (SP) — Foto: Divulgação/Prefeitura de Salto

Lixo arrastado pelo rio Tietê em Salto (SP) — Foto: Divulgação/Prefeitura de Salto

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