O Serpro, maior estatal de TI do governo federal, anunciou medidas que ampliam a adoção do home office dentro da empresa, em meio ao aumento do número de casos do coronavírus no país.

A partir desta terça-feira, 17, todos os funcionários em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo atuem em home office, divulga a empresa em nota.

É um salto significativo frente às medidas divulgadas na semana passada, que previam home office apenas para grupos de risco como funcionários acima de 65 anos, gestantes, com doenças respiratórias e outros.

Além disso, o Serpro suspendeu o atendimento presencial ao público em geral em todas as regionais e escritórios.

“O Serpro precisa enfrentar a situação delicada em que se encontra e, como empresa estruturante do governo federal, atuar da forma que for possível para conter o avanço exponencial do contágio”, afirma o presidente do Serpro, Caio Mario Paes de Andrade.

Em nota, o Serpro justificou as medidas explicando que a ida dos funcionários ao trabalho gera convívio social e uso do transporte público, entre outras situações favoráveis à expansão da pandemia.

A partir da próxima quinta-feira, 19, cada unidade do Serpro pode ser determinada a enviar todos os empregados para trabalhar de casa, de acordo com a avaliação da diretoria executiva local.

O número de empresas anunciando medidas como a do Serpro tem aumentado nos últimos dias.

A Dell orientou a todos seus funcionários no Brasil “capazes de trabalhar em casa” a fazê-lo até segunda ordem.

Em nota, a empresa frisa a política de trabalho flexível na Dell data de 2009 e que hoje 65% dos membros da nossa equipe em todo o mundo tem acesso a essa flexibilidade de trabalho.

A companhia não abre quantos funcionários tem no Brasil, mas segundo a reportagem do Baguete pode averiguar, o número fica em cerca de 900 em Eldorado do Sul, onde a companhia mantém a sua sede administrativa e a maioria dos funcionários.

Outras empresas do setor de tecnologia estão ainda tateando como lidar com a crise. 

Até agora, já Neogrid (700 funcionários) e E-Core (320) comunicaram a implantação de home office para todos nesta semana.

É uma espécie de teste, que provavelmente pode ser ampliado nas semanas seguintes, a medida em que a crise se aprofunda.

Já a Linx (3,5 mil funcionários), adotou uma espécie de home office rotativo, com turnos, sem abrir maiores informações sobre critérios ou abrangência.

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