O secretário de Fazenda e Planejamento de São Paulo, Henrique Meirelles, avaliou nesta quarta-feira, 30, que o Trem Intercidades (TIC) é “absolutamente crucial” para garantir o crescimento econômico do Estado.

Em breve fala sobre o projeto, ele destacou que o Estado não crescerá às taxas projetadas, de “3% ou mais” nos próximos anos, se não tiver “transporte de massa adequado”.

Segundo números do governo paulista, o trecho inicial do TIC, entre São Paulo e Campinas, concentra 74% do PIB do Estado e 40% da população. A ideia é que esse novo empreendimento ofereça uma nova alternativa de transporte para quem se desloca nesse eixo, desafogando o acesso rodoviário que já tende à saturação.

O projeto do trem expresso de passageiros já existe no “ideário” paulista há mais de 10 anos, mas a gestão atual do governo diz estar empenhada em colocá-lo finalmente de pé. O que tem emperrado o empreendimento é o “desafio jurídico”, dizem integrantes da administração paulista, já que o TIC deverá passar por linhas férreas hoje sob concessão federal. O governo tem dialogado com o Ministério da Infraestrutura e espera que a pasta dê algum tipo de previsão para compartilhamento do domínio das faixas nas prorrogações antecipadas das concessões da MRS e da Rumo.

Em apresentação do projeto, a administração paulista insistiu na importância de equalizar todas as questões jurídicas, uma vez que a intenção é estruturar o projeto como uma Parceira Público-Privada (PPP) envolvendo investimentos relevantes de longo prazo.

Essa PPP deverá incorporar também a operação, manutenção e conservação da Linha 7-Rubi da CPTM, que já atende um dos trechos que compõem o projeto do TIC.

O governo do Estado de São Paulo já finalizou todos os estudos e levantamentos de viabilidade técnica e está pronto para implantar o Trem Intercidades (TIC ) – que vai ligar a Capital paulista a Campinas. A declaração foi dada pelo vice-governador Rodrigo Garcia (DEM) ontem, na abertura do Fórum RAC 2019, que teve como pauta os desafios e oportunidades dos setores de transporte e logística. Para que a licitação seja realizada está pendente, agora, a nova contratualização das ferrovias responsáveis por esses trechos. “Essa será a certidão de nascimento do TIC, brincou. “A União deve estabelecer no contrato a obrigatoriedade do compartilhamento das vias para o Governo do Estado de São Paulo para efeito de transporte de passageiros”, destacou, informando que essa cláusula contratual já foi pactuada entre o governo paulista e o federal.De acordo com Garcia, em um segundo momento, será pensada naturalmente a ligação do TIC com o Aeroporto Internacional de Viracopos.

Essa ação automaticamente irá melhorar o tráfego de veículos na Rodovia Santos Dumont (SP-075), que liga Campinas às cidades de Indaiatuba, Salto e Itu. Segundo o vice-governador, a via se transformou numa avenida por ser o principal acesso ao aeroporto. O deputado estadual Cauê Macris (PSDB), atual presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), defende essa alternativa. O parlamentar analisa que o trânsito também deverá ser aliviado nas rodovias Anhanguera (SP-330) e Bandeirantes (SP-348).Garcia assegurou ainda que, caso não aconteça uma mudança brusca, o trem, que andará a 240 km/hora, vai utilizar biodiesel que é menos poluente, mais econômico e eliminaria a necessidade de eletrificação da via. Com essa alternativa de fonte de energia, o TIC deverá consumir R$ 6 bilhões, ao contrário dos R$ 7 bilhões estimados inicialmente. No caso, possibilitando uma economia de R$ 1 bilhão, segundo cálculos de Pedro Moro, presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Exemplo

Para o prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), o TIC será um exemplo de política de mobilidade para o Brasil. O chefe do Executivo local enfatizou que toda a Região Metropolitana de Campinas (RMC) será parceira nessa iniciativa. “É um projeto que não pode dar errado e que unirá dois pólos econômicos fortíssimos. O investimento será muito bem recompensado”, assegurou. Jonas garantiu também que o TIC vai proporcionar ao brasileiro algo inédito: “uma viagem tranquila, rápida, segura, podendo, inclusive, usar a internet e trabalhar dentro do trem.”Presidente da São Paulo Negócios, agência de promoção de investimentos e exportações vinculada por cooperação à Prefeitura do Município de São Paulo, responsável por programas de prospecção de investidores para setores prioritários da economia da cidade, entre outros, Juan Quirós pondera que o TIC só tem a agregar. “Do ponto de vista empresarial, o desenvolvimento vai se dar na geração de riqueza, emprego e renda, já que muitas atividades novas irão acontecer”, considerou. Analisando os impactos de infraestrutura, Quirós aponta, um provável incremento financeiro no setor de Turismo, inclusive com a vinda de grandes eventos e festas para Campinas.

Previsão é que licitação ocorra no em 2020

O projeto do Trem Intercidades (TIC) deverá ser feito por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). A licitação deverá ocorrer no ano que vem, segundo previsão do governador João Doria (PSDB).O projeto da Capital a Campinas prevê dois tipos de serviço. Um, expresso, que circulará em trecho de 102 quilômetros, com três paradas (Barra Funda, em São Paulo, Jundiaí e Campinas), com tempo de viagem estimado em 60 minutos.Outro, da linha 7-Rubi da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), terá serviço parador, para atender Valinhos, Vinhedo, Louveira e Jundiaí e que se integrará com a linha 7 em Francisco Morato. O parador terá 65 quilômetros de extensão e nove paradas – Botujuru, Campinas, Campo Limpo Paulista, Francisco Morato, Jundiaí, Louveira, Valinhos, Várzea Paulista e Vinhedo.A linha 7, no trecho Luz-Jundiaí terá 60,5 quilômetros, com 18 estações e demanda de 473 mil passageiros por dia.

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