Uma pesquisa da Datafolha realizada entre os dias 11 e 12 de agosto, via ligação telefônica, entrevistou 2.065 brasileiros por todo o país sobre a opinião popular em relação a situação dos próximos dois meses nas escolas do país:

  • 59% dos entrevistados acha que o retorno às escolas neste momento pioria bastante a situação do país;
  • 20% respondeu que pioraria um pouco;
  • 18% não acham que a volta terá efeito na disseminação do vírus;
  • E 3% disseram não saber.

Para especialistas da educação e saúde, esses números mostram a insegurança da população sobre a organização e estratégias de controle do vírus, para o retorno das aulas presenciais nas escolas do país.

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“Apesar dos protocolos anunciados pelos estados para a retomada das aulas, as pessoas conhecem a realidade dos colégios, a falta de infraestrutura, de recursos e equipamentos”, Salomão Ximenes, professor de Políticas Públicas da UFABC em entrevista à “Folha de São Paulo”.

Esta semana, o Brasil registrou mais de 108 mil mortes por coronavírus e até nos estados onde os números de casos vem diminuindo, a maioria das pessoas ainda são contra a reabertura das escolas.

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A pesquisa analisou as respostas dos entrevistados, avaliando tópicos como faixa etária, renda, ocupação, opinião sobre o governo Bolsonaro e pessoas que não estão em quarentena.

As respostas foram majoritárias para o não funcionamento das unidades escolares

No entanto, a avaliação por idade mostra que 22% dos homens são a favor da reabertura, enquanto para as mulheres esse número cai para 17%.

As colocações com maior número de defensores da volta às aulas normais são:

  • Ocupação: trabalhadores sem registro em carteira (32%); estudantes (31%) e empresários (27%);
  • Grupo de pessoas que estão “vivendo normalmente”, ou seja, não estão em quarentena: (38%);
  • Pessoas que avaliam o governo Bolsonaro como ótimo ou bom: (29%).

No dia 10 de agosto, as aulas presenciais no estado do Amazonas foram retomadas.

Junto com o retorno das atividades escolares vieram mais problemas: máscaras entregues em tamanhos desproporcionais aos alunos, o não-cumprimento de protocolos como distanciamento social e uma greve parcial dos professores da rede de ensino.

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