A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) fez um alerta sobre o uso de um corriqueiro medicamento adotado pelas grávidas para combater as náuseas durante a gestação.

A droga contém uma substância chamada ondansetrona, e estudos clínicos apontaram a associação do químico com o risco de desenvolvimento de má-formação orofacial, como lábio leporino nos bebês.

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Após os estudos conclusivos, a agência redobrou os seus alertas e está recomendando cautela na prescrição dos medicamentos que contenham a ondansetrona. Os dados divulgados mostram um aumento expressivo nos casos.

A Aemps (Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos Sanitários), após a divulgação dos resultados, tomou uma medida ainda mais radical: proibiu totalmente o uso da substância em mães que estejam passando pela gestação. Apesar do risco, autoridades médicas da área de ginecologia e obstetrícia afirmam que, embora os casos venham aumentando, o risco é considerado baixo. Mesmo assim, a indicação só deve ser prescrita quando outras medidas não lograrem êxito.

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O comunicado feito pela Anvisa veio no último dia 2. No informe, foi destacado que os riscos maiores são ao longo dos três primeiros meses da gestação. Além disso, as mulheres em idade fértil que fazem uso de medicação contendo a ondansetrona foram indicadas ao uso de métodos contraceptivos eficazes.

Apesar do posicionamento da Anvisa, o presidente da Comissão Nacional Especializada em Assistência Pré-Natal da entidade, Olímpio Barbosa de Moraes Filho classificou o risco como “irrisório” e disse que a pesquisa é controversa.

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