Gilson Lopes teve Covid19 no final de janeiro deste ano e permaneceu 10 dias internado. Passou pela UTI (Unidade de Terapia Intensiva) devido às complicações da doença, mas se recuperou e teve alta médica. Já em casa, ele recbeu uma ligação: era uma teleconsulta da Prefeitura de Jundiaí. O serviço, criado pela Unidade de Gestão de Promoção da Saúde, é oferecido para quem ficou com sequelas do vírus e inclui, entre outros serviços, fisioterapia e atendimento psicológico.

“No atendimento já pediram exames e enviaram medicamentos. Eu sentia muita canseira, ao ponto de ser difícil tomar banho, além de perceber falta de memória. Já identificaram alteração na questão cardíaca e pressão. Estou fazendo tratamento com fisioterapeuta e psicóloga. Só tenho elogios, o atendimento é excelente”, comenta Lopes.

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Segundo a Prefeitura, um ambulatório para tratamentos pós-Covid foi montado em 2020, para estes acompanhamentos. “Percebemos que muitos pacientes apresentavam fragilidades como falta de ar, fraqueza muscular, além de questões psicológicas após a doença que precisavam de tratamento. Decidimos, então, fazer a separação desse atendimento, uma vez que o fluxo é específico para agilizar a recuperação dos pacientes. Os tratamentos são realizados pelo tempo necessário e totalmente gratuitos”, comenta Tiago Texera, gestor de Promoção da Saúde.

O tratamento é realizado por uma equipe multidisciplinar composta por médico, fisioterapeuta, nutricionista e psicólogo, que faz a avaliação dos pacientes após o recebimento da alta do Hospital São Vicente (HSV).

ambulatório covid

Patrícia é uma das profissionais que promove o atendimento no ambulatório (Foto: Divulgação/PMJ)

“Com o relatório de comunicação do hospital, é feita a busca ativa do paciente pela nossa equipe e agendada uma teleconsulta com médicas clínicas e pneumologistas. Se for constatado que não há sequelas, o paciente segue na Unidade Básica de Saúde próxima à residência, caso seja necessário o tratamento, ele é encaminhado para o Ambulatório Pós-COVID-19”, explica Patrícia Ledo Martins Costa, geriatra e referência técnica da Saúde do ambulatório.

Avaliação

Ao chegar no ambulatório, o paciente é avaliado, orientado pela equipe multidisciplinar e encaminhado para continuidade do cuidado. Quem precisa de tratamento mais intensivo é encaminhado para Reabilitação no Centro de Reabilitação Jundiaí (CRJ).

Após a conclusão dos tratamentos, o paciente retorna para nova consulta. “Analisamos a evolução e a necessidade de seguir ou não com algum acompanhamento mais específico com cardiologista ou pneumologista, por exemplo”, lembra Patrícia.

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Elisa Fatica Canna, 72 anos, passou pelo tratamento no Ambulatório Pós-COVID-19 em 2020, após ficar 12 dias internada, sendo 10 na UTI do São Vicente. “Como eu sentia cansaço e um pouco de falta de ar, a equipe me indicou para fazer fisioterapia. Depois das sessões eu me senti muito melhor e tive alta. Já passei por dois retornos no Ambulatório e tenho mais uma consulta. Apesar da alta, eu continuo a fazer o acompanhamento na UBS do Jardim Esplanada, inclusive tenho retorno já agendado para levar o resultado dos exames no começo de abril”, conta.

“Fui muito bem atendida, tanto no hospital quanto no ambulatório”, elogia Elisa, que já recebeu a primeira dose da vacina.

 

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