O Airbus A330-200 de matrícula PR-AIZ saiu de Campinas às 09h44 e neste momento está fazendo pousos e arremetendo em seguida no Aeroporto Internacional Afonso Pena, na cidade de São José dos Pinhais, na Grande Curitiba.

O procedimento conhecido como TGL – Tough and Go Landing em inglês – é muito utilizado para treinamento de pilotos, que conseguem treinar sua habilidade nas situações mais críticas do voo: a decolagem e o pouso.

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No caso, o voo de hoje não é para simples treinamento: a empresa está sendo certificada para utilizar o sistema de pouso ILS na Categoria 3, ou simplesmente ILS CAT III.

O ILS é o sistema de pouso mais avançado no mundo, utilizando duas ondas de rádio que, quando se convergem, mostram um caminho seguro para o pouso, permitindo inclusive aproximar com visibilidade zero (CAT IIIC). Estas ondas são captadas por instrumentos a bordo da aeronave, que mostram o caminho para a tripulação e também são interpretadas pelo piloto automático da aeronave, que consegue inclusive fazer o pouso sem interferência humana.

Porém, para realizar o pouso nesta categoria de ILS, que permite pousar em praticamente qualquer condição de visibilidade restrita, é necessário certificar antes a companhia aérea e a tripulação, conforme a Azul está fazendo hoje.



Por que São José dos Pinhais (ou Curitiba)

A Azul até hoje não era certificada para ILS CAT III, podendo apenas realizar pousos CAT I e CAT II, que precisam de no mínimo 350 metros de visibilidade.

O aeródromo que atende Curitiba foi escolhido por ser um aeroporto que possui o ILS CAT IIIA, que permite aproximar com o mínimo de 175 metros de visibilidade na cabeceira e chegando até 50 pés (15 metros) de altura antes de arremeter caso não tenha o visual da pista.

Já o Aeroporto de Viracopos, sede da companhia em Campinas, interior paulista, não conta com ILS CAT II ou CAT III, não sendo possível fazer o voo de certificação lá.

A bordo deste voo de hoje estão, além dos pilotos da Azul (tripulação mínima), os checadores da ANAC e da própria companhia, a fim de acompanhar o processo e aferir a capacidade da empresa.

Após esta certificação a empresa poderá utilizar o ILS CAT III em qualquer aeroporto do mundo, reduzindo a chances de desvios por conta de aeroportos com baixa visibilidade, minimizando o impacto para o passageiro.

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