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O salário mínimo para o ano de 2020 acabou desfalcado após o índice de inflação de 2019 ficar acima do previsto pelo governo. Era estimado que o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de 2019 fosse de 3,86%, mas o índice divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na semana passada ficou em 4,48%.

Dessa forma, a equipe econômica do Planalto, liderada pelo ministro Paulo Guedes, estuda formas de operacionalizar este aumento. Na segunda-feira (13), a pasta teve sua reunião de abertura do ano, com a presença de secretários. O tema ainda deve ser discutido com o presidente Jair Bolsonaro.

Em entrevista coletiva na manhã desta terça, o líder do executivo se mostrou positivo quanto ao aumento. “Acho que tem brecha para a gente atender [o reajuste]. A inflação de dezembro foi atípica [com] pico por causa do preço da carne. A ideia é [repor] a inflação, o mínimo, né?! Agora, cada um real [de reajuste] aumenta mais ou menos R$ 300 milhões no orçamento. A barra é pesada. Apesar de ser pouco o aumento, R$ 4 ou R$ 5, mas tem que recompor”, disse Bolsonaro ao deixar o Palácio da Alvorada.

Baseado no cálculo do governo federal, o salário mínimo de 2020 deveria ser corrigido de R$ 1.039 para R$ 1.045. A conta considera como base R$ 999,91 – salário mínimo de 2019 acrescido de resíduo de inflação de 2018 – reajustado pelo INPC integral do ano passado.

O governo, porém, não se manifestou publicamente sobre se manterá o mínimo abaixo da inflação ou fará um novo ajuste no valor. Em anos anteriores, uma lei definia que a diferença fosse incorporada no cálculo do ano seguinte, mas a regra não tem mais validade.

A cada R$ 1 de aumento no salário mínimo, os gastos públicos federais são elevados em R$ 319 milhões, segundo o Ministério da Economia. Entre as despesas estão benefícios previdenciários, abono salarial, benefícios assistenciais e seguro-desemprego.

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