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A pacata Itirapina começa, hoje, a produzir automóveis. O primeiro modelo, um Honda Fit, sai de uma fábrica que ficou pronta há quase três anos, mas, por conta da crise, nunca foi inaugurada. Não haverá inauguração tampouco hoje. Mas a cidade de cerca de 17 mil habitantes está em festa.

Já em Sumaré, a 100 quilômetros dali, não há motivos para comemorações. A cidade onde a Honda construiu a primeira fábrica de automóveis brasileira, em 1997, vai, pouco a pouco, perder a produção de carros para Itirapina.

A crise que atingiu duramente a indústria automobilística entre 2013 e 2017 derrubou os planos da Honda de ter duas fábricas de carros no país, expandir produção e dobrar o número de empregos. Por isso, em 2016, a empresa decidiu sequer inaugurar a fábrica que acabara de ficar pronta. Seria melhor, decidiram os japoneses, manter o imóvel fechado à espera de um cenário melhor.

Há pouco mais de um ano, o mercado de veículos começou a recuperar-se, mas não o suficiente, na avaliação da montadora, para retomar o plano tal como era originalmente. A opção foi transferir a produção de carros de Sumaré para a fábrica mais nova, mais moderna e mais eficiente.

Sumaré passará a abrigar uma atividade industrial mais modesta, voltada à produção de motores e injeção plástica. Continuará também nessa unidade o centro de pesquisa e desenvolvimento, treinamento, planejamento e a sede administrativa. Trata-se de um modelo muito semelhante ao que a também japonesa Toyota definiu para a antiga fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC, quando decidiu concentrar a produção de veículos em Indaiatuba e Sorocaba, também no interior paulista.

O presidente da Honda na América do Sul, Issao Mizoguchi, não está com pressa para concluir a transferência das linhas dos cinco modelos produzidos em Sumaré. O processo levará dois anos. O importante, diz, é que “graças a Deus” todos os trabalhadores envolvidos nas linhas de montagem aceitaram a transferência. E, por coincidência, a maioria dos fornecedores está no meio do caminho entre as duas cidades.

Mizoguchi diz que essa transferência requer treinamento cuidadoso e intenso. “Igual ou melhor do que fizemos em Sumaré”, afirma. Apesar da frustração em relação aos planos de expansão iniciais, Mizoguchi parece aliviado com a solução de um problema que carregou ao longo de meses.

A produção de motores em Sumaré, diz, continuará voltada, inclusive à exportação. A unidade abastece a linha do utilitário esportivo WR-V feito no México. Já a opção por concentrar a produção de carros em Itirapina se deve, primeiro, à busca de modelo de manufatura mais eficiente para enfrentar a concorrência.

Issao diz estar assutado com a enxurrada de promoções que tomou conta do mercado brasileiro. “São financiamentos sem juros de um lado, carro com IPVA pago de outro…”, afirma. Ele suspeita que a crise na Argentina provocou um aumento de oferta de produtos no Brasil. Itirapina é também mais interessante do ponto de vista ambiental, diz Mizoguchi, por conta do processo de pintura à base de água, menos poluente.

O modelo Fit será todo produzido na nova unidade durante este ano. A partir do próximo chegarão Civic, City, HR-V e WR-V. Não existe, por enquanto, segundo Mizoguchi, nenhum plano de investimentos para ampliar a linha de produtos da Honda ou entrar em segmentos nos quais a marca não atua, como o de carros populares.

Na nova etapa, a marca japonesa seguirá, portanto, com a mesma linha de produtos. O executivo diz que a companhia está satisfeita com a estratégia atual. A Honda concentra-se num segmento de mercado voltado a consumidores dispostos a gastar pelo menos R$ 60 mil num carro.

Com 5,7% das vendas de automóveis e comerciais leves, em 2018 a Honda ocupou o oitavo lugar do mercado brasileiro. No mundo ela ficou na sétima posição em 2017, atrás da Ford e na frente da Fiat Chrysler. A companhia não detalha resultados financeiros na América do Sul. Segundo Mizoguchi, a “situação está suportável”.

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