Estudantes conheceram um pouco da realidade de detentos e funcionários que trabalham no local

“Sem dúvida, conhecer o Centro de Detenção Provisória, além dos seus muros, foi uma experiência ímpar. Tivemos a oportunidade de enxergar esse estabelecimento por outro ângulo, visão essa que só os profissionais desse local possuem. Conhecemos, na prática, um pouco de como funciona aquilo que estudamos em sala de aula, como se aplica o que está previsto na Lei de Execução Penal”, conta a aluna do 3º semestre de Direito da Faculdade MAX PLANCK, Gabriela Hitomi Matugawa Corrêa, que participou da Visita Técnica à Hortolândia guiada pela professora Mariana Castro .

Na MAX PLANCK, esse tipo de atividade prática é muito valorizada, pois, de acordo com os próprios alunos enriquece o aprendizado. “Foi uma experiência sensacional poder participar de uma visita e atividade prática como esta”, relata a estudante do 5° semestre do curso de Direito, Andresa dos Santos Silva, que acrescenta: “Com essa visita, houve um crescimento significante em minha vida acadêmica, um conhecimento que jamais poderei esquecer e que será muito significativo em meu currículo e vida acadêmica”.

A finalidade da visita foi verificar in loco a realidade dos detentos e dos profissionais que trabalham na unidade, além de proporcionar aos alunos a oportunidade de conhecer o funcionamento de um estabelecimento penitenciário para presos provisórios, que ainda não foram condenados.

Os universitários viram o procedimento de revista de pessoas e alimentos em dia de visita aos detentos, visitaram setores como farmácia, segurança, selas, jurídico, prédio administrativo, sala de teleaudiências, etc.. “Nos mostraram como funciona o equipamento de body scanners, utilizados para os procedimentos de revistas na unidade, que substitui, eficazmente, o procedimento comum até então realizado pelos agentes, otimizando esse processo e gerando menos constrangimento àqueles que precisam se submeter à revista”, explica Gabriela.

Foi permitido aos alunos conhecer um local extremamente restrito, onde apenas os agentes de vigilância e escolta podem acessar; as torres de vigilância; as celas destinadas aos presos que precisam ficar separados dos demais por alguma razão. “Tivemos a oportunidade de conversar com um dos detentos e outros funcionários também se prontificaram a explicar sobre suas atividades e responder aos nossos questionamentos”, salienta Gabriela.

Para Andresa essa atividade prática ajudará na profissão, ao conversar com familiares de um preso, explicar como são tratados dentro do presídio e prepará-los para visita. “A minha maior experiência foi poder ver de perto como os detentos são tratados, poder tirar minhas próprias dúvidas e  conclusões, inclusive, as verdades e os mitos, saber como o detento se comporta no regime fechado e no semiaberto, o comportamento e o trabalho de um preso”, disse.

Gabriela completa: “No aspecto humano, foi de extrema relevância ter contato com os profissionais da área, saber um pouco de suas experiências, e claro, também ter contato com um dos presos, conhecer sua história, o que pensa, o que sente, algo que eu nunca tinha vivenciado e que jamais encontraria escrito em qualquer documento legislativo”.

26/07/2018

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