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As escolas municipais de São Paulo deram um salto na alfabetização em 2018, mas continuam com dificuldade de avançar nos anos finais do ensino fundamental, etapa na qual a maioria dos alunos se forma com desempenho abaixo do nível considerado adequado.

As constatações partem dos resultados de dois exames oficiais do município, aos quais a Folha obteve acesso: a Provinha Brasil, que passou a ser aplicada no ano passado às crianças do 2º ano do ensino fundamental, e a Prova São Paulo, que voltou a avaliar as do 3º ao 9º ano após quatro anos de interrupção.

Com o diagnóstico em mãos, a gestão Bruno Covas (PSDB) decidiu antecipar a meta de alfabetização da maior parte das crianças para o primeiro ano do ensino fundamental, na idade de seis anos.

A meta nacional, até o ano passado, era ensinar as crianças a ler e escrever até o 3º ano (idade de oito anos). Em 2018, o Ministério da Educação decidiu antecipar o processo para o 2º ano do ensino fundamental (idade de sete anos), medida que a rede municipal de São Paulo já havia tomado por conta própria em 2017.

As provas realizadas ao longo dos últimos anos mostram que houve um avanço nessa área na cidade. 
Em 2016, 84% dos alunos do terceiro ano da rede municipal paulistana conseguiam ler e redigir um texto, segundo avaliação nacional.

Em 2017, a Provinha São Paulo passou a calcular esse indicador para os alunos mais novos, do 2º ano. Ficou em 77% e, neste ano, subiu para 92%, após medidas como novo currículo e formação de professores alfabetizadores com foco em didática.

Os resultados mostram que a maior parte dos alunos já alfabetizados da rede municipal está no nível intermediário, em que se sabe ler e escrever e reconhecer a finalidade de um texto, mas ainda não se consegue ler com fluência. Há ainda 8% de crianças que não aprenderam a ler e escrever.

Diversas pesquisas mostram que o êxito da alfabetização no início da vida escolar é essencial para que o aluno tenha um bom desempenho ao longo de toda a sua trajetória. Trata-se de uma base para os conhecimentos que serão apreendidos depois.

Não há consenso, no entanto, sobre qual a idade certa para concluir esse processo. Parte dos educadores defende que o limite da alfabetização seja os oito anos de idade porque algumas crianças teriam grau de amadurecimento para a escrita mais lento, a depender inclusive do contexto socioeconômico.

Na definição da Base Nacional Comum Curricular, porém, prevaleceu o entendimento de que era importante para a aprendizagem garantir a alfabetização no 2º ano do ensino fundamental.

E agora, diante dos resultados da Provinha São Paulo, a Secretaria Municipal da Educação decidiu adiantar ainda mais o processo. A meta será alfabetizar 85% das crianças ainda no primeiro ano do ensino fundamental (aos seis anos). “Muitas redes públicas já são assim, e a maior parte das escolas privadas, também”, afirma o secretário Alexandre Schneider.
 

GARGALO

Por outro lado, se a questão da alfabetização está relativamente encaminhada, os resultados da Prova São Paulo mostram uma queda de desempenho dos alunos do município ao longo do ensino fundamental.
A situação mais grave está em matemática e em ciências, nas quais nove de cada dez estudantes do 9º ano têm nível de conhecimento abaixo do considerado adequado.

Em matemática, 36% dos alunos têm desempenho definido como abaixo do básico no 9º ano. Outros 53% estão no nível básico, 10% no adequado e 1,4% no avançado.

Em ciências, a situação é semelhante: 39% dos estudantes do 9º ano ficam abaixo do básico, 51% no básico, 9% no adequado e 0,87% no avançado.

Nessa série, eles deveriam saber conteúdos como a origem do universo, reprodução sexuada e assexuada e funcionamento de sistemas elétricos. Os dados mostram ainda que, em ciências, os alunos do 5º e do 8º ano tiveram nota pior em 2018 do que em 2017. Nas demais séries, houve avanço.

Em português, a situação é um pouco melhor, mas não o suficiente. No 9º ano, cerca de seis em cada dez alunos estão abaixo do adequado em redação, e sete em cada dez no conhecimento da língua.

Para tentar reduzir as deficiências ao longo do ensino fundamental, Schneider diz que será capacitado um coordenador de área por escola para português, matemática e ciência. Eles farão uma formação desenvolvida na Universidade de Stanford, nos EUA.

Segundo o secretário, será disponibilizada ainda uma plataforma com sugestões de aulas e sequências didáticas. “É um grande desafio. São Paulo, como o Brasil, não consegue levar bons resultados para os anos finais”, afirma.

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