Inicialmente, para que se tenha uma compreensão efetiva acerca da descoberta realizada por pesquisadores do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), vê-se necessário um entendimento prévio sobre organismos geneticamente modificados. Nesse sentido, destaca-se a possibilidade de manipulação genética de um gene, visando a obtenção de determinadas peculiaridades, a título de exemplo, pode ser citada uma bactéria que teve seu código genético alterado para expressar de forma mais acentuada certa característica.

Dito isso, volta-se o olhar para a temática em questão. Após anos de pesquisas, os membros do Icesp conseguiram realizar a manipulação genética de um vírus que, quando aplicado em camundongos portadores de câncer de próstata, promoveu a destruição das células do tumor.

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Além disso, importante ressaltar que o vírus geneticamente modificado fez com que as células oriundas do câncer apresentassem um aspecto de maior sensibilidade ao tratamento de quimioterapia. Percebe-se assim não só a destruição do tumor, mas também a possibilidade de uma melhor resposta ao principal método utilizado para curar a doença.

Sob a ótica dos responsáveis pelo experimento feito, chama-se a atenção para o coordenador da equipe de pesquisa, Bryan Eric Strauss, de 52 anos. Bioquímico e biólogo molecular, oriundo da Califórnia, o pesquisador encontra-se em São Paulo desde 1998, há mais de 10 anos buscando possíveis soluções para o câncer.

Adotando um viés científico, informa-se que foi injetado nos camundongos um vírus modificado, composto pelo gene conhecido como p53, responsável por controlar alguns aspectos da morte celular. Além disso, conjuntamente à injeção do vírus, utilizou-se também a droga cabazitaxel, comumente usada nas sessões de quimioterapia.

O resultado obtido foi extremamente satisfatório, resultando no fim do crescimento do tumor, destaca-se a fala do coordenador da pesquisa: “A associação da droga com a terapia gênica resultou no controle total de crescimento do tumor. Ou seja, o que se viu foi um efeito aditivo e até sinérgico.”.

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