Rio Atibaia, no distrito de Sousas: chuvas melhoraram a vazão do manancial que abastece 95% do município

Leandro Ferreira/AAN

Rio Atibaia, no distrito de Sousas: chuvas melhoraram a vazão do manancial que abastece 95% do município

Os 90 milímetros de chuva que caíram em Campinas nos 10 primeiros dias de outubro representam cerca de 80% do volume esperado para o mês, segundo dados do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri).

De acordo com o instituto, a média histórica para o período é de 115 milímetros. A alta incidência das chuvas é normal esta época do ano (início da Primavera).

A tendência é de que a média histórica de outubro seja superada já nas próximas semanas. Se isso ocorrer, será a primeira vez nos últimos oito anos que o volume histórico para o período alcançará um índice tão alto. A última vez que o outubro campineiro registrou mais de 114 milímetros de chuva foi no ano de 2011, quando choveu 153 milímetros.

Previsão

O fim de semana em Campinas será marcado por fortes instabilidades climáticas, com direito a um céu parcialmente nublado e algumas pancadas de chuvas localizadas, seguidas de quedas nas temperaturas. A mínima será de 18° C e máxima não deve ultrapassar os 27° C. De acordo ainda com o Cepagri, a umidade relativa do ar mínima ficará em torno de 40% – um índice melhor do que o dos últimos meses.

Durante o período de estiagem, que durou 71 dias entre julho e setembro, por exemplo, a umidade chegou A acender um sinal de alerta nos municípios de Campinas, Indaiatuba, Holambra e Engenheiro Coelho. As cidades registraram índices abaixo dos 20%, o que provocou muitos problemas respiratórios na população. Durante o longo período sem chuvas, apenas 18,7mm de água foram computados pelo centro de pesquisas, em Campinas.

Rio Atibaia

As chuvas que ocorreram nos primeiros dez dias deste mês melhoraram a vazão do Rio Atibaia, em Campinas. O manancial é responsável abastecer 95% do município. Ao todo, o acumulado registrado no período foi de 53 milímetros no ponto de medição, o que representa cerca de 55% das precipitações esperadas para outubro.

Se comparado ao mesmo período do ano passado, o volume registrado representa um aumento de 6,5 milímetros de chuvas. Atualmente, a vazão do manancial está em 33 m³/s e o nível da água, no ponto de medição, é de 1,1 metro. Em agosto, o nível do Atibaia chegou a vazão mínima de 10 metros m³/s.

Cantareira

O Sistema Cantareira segue operando abaixo do nível ideal na Região Metropolitana de Campinas (RMC), com 34,1% da sua capacidade, volume útil armazenado de 334.9 milhões de metros cúbicos, segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) de ontem. Ao todo, o maior reservatório de água da RMC abastece cerca de 7,5 milhões de pessoas por dia.

Com as chuvas de outubro, o volume pluviométrico já atingiu 107,2 milímetros, perto da média histórica do mês inteiro de 129mm. 

Escrito por:

Henrique Hein/AAN

Fonte: Correio RAC

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