Prédio em Indaiatuba onde mora o piloto Eduardo André Melo

Rubinho Queiroz/Divulgação

Prédio em Indaiatuba onde mora o piloto Eduardo André Melo

Um dos alvos de mandados de prisão na Operação Flak, deflagrada ontem pela Polícia Federal (PF) contra o tráfico internacional de drogas, é de Indaiatuba e não foi encontrado pelos policiais no apartamento dele, na Vila Castelo Branco. Eduardo André Melo é piloto de aeronaves e responsável por voos internacionais. Na casa dele, os policiais cumpriram apenas mandado de busca e apreensão. Como não foi achado, o piloto agora é considerado foragido. 

A Justiça do Tocantins foi quem expediu o mandado de prisão. Pelas apurações, Melo costumava fazer rotas em que sua aeronave não era capturada pelos radares. Ainda segundo as investigações, Melo faria parte de uma quadrilha especializada em transportar drogas da Colômbia e da Venezuela para o Brasil, Estados Unidos e Europa.

O grupo teria transportado ao menos nove toneladas de cocaína entre os anos de 2017 e 2018, em 23 voos que carregavam 400 quilos do entorpecente, em média.

Melo era piloto comercial e as investigações apontam que ele era contratado por líderes da organização criminosa para pilotar os aviões modificados para levar mais entorpecentes e ter mais autonomia de voo.

Em 2017, uma aeronave foi apreendida na Guiana e dentro dela havia documentos que remetiam ao piloto de Indaiatuba, e também de outras pessoas, inclusive colombianos que estariam também envolvidos no tráfico.

Na ocasião, Melo chegou a dizer à Polícia do Tocantins que o avião havia sido furtado, e que ele estava pescando na hora, mas sem os documentos dele.

Foram expedidos ontem 54 mandados de prisão e 81 mandados de busca e apreensão, nos estados de Tocantins, Goiás, Paraná, Pará, Roraima, São Paulo, Ceará e no Distrito Federal, todos expedidos pela 4ª Vara Federal de Palmas. Segundo a PF, a operação envolveu mais de 400 policiais federais. A ação contou com o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB) e do Grupamento de Rádio Patrulha Aérea da Polícia Militar de Goiás (GRAER/PMGO).

A PF ainda pediu para a Justiça Federal o bloqueio de contas bancárias de aproximadamente 100 pessoas e empresas envolvidas no esquema, a apreensão de 47 aeronaves, o sequestro de 13 fazendas com mais de 10 mil cabeças de gado bovino e a inclusão de seis pessoas no Sistema de Difusão Vermelha da Interpol.

Em 2018, investigações da Polícia Federal culminaram na apreensão até de um submarino no Suriname.

Os investigados devem responder, na medida de suas participações, por tráfico transnacional de drogas, associação para o tráfico, financiamento ao tráfico, organização criminosa, lavagem de dinheiro e atentado contra a segurança do transporte aéreo.

O termo “Flak” faz alusão a uma expressão utilizada pelos países aliados durante a Segunda Guerra Mundial para se referirem à artilharia antiaérea alemã. (Com informações do Setor de Comunicação da PF)

Investigação aponta João Soares Rocha como chefe

O esquema especializado em transporte aéreo de drogas, alvo da Operação Flak, deflagrada ontem, recrutou até pilotos comerciais com larga experiência. Pilotos da aviação agrícola, recém-formados ou com idade mais avançada também eram recrutados pelos traficiantes. Segundo a PF, mais de 400 policiais federais deram cumprimento aos mandados.

O comando da organização, segundo a investigação, estava nas mãos de João Soares Rocha, um dos 23 presos pela PF na manhã de ontem. A Operação Flak dividiu a estrutura do esquema em quatro núcleos: logístico, aeronáutico, mecânico e varejista. A ação contou com o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB) e do Grupamento de Rádio Patrulha Aérea da PM de Goiás. (EC)

Escrito por:

Alenita Ramirez

Fonte: Correio RAC

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